Quanto ganha um jogador de eSports? Salários, níveis e como se preparar

Quanto ganha um jogador de eSports é uma pergunta que cada vez mais estudantes, pais e jovens fazem antes de considerar o setor como carreira. A resposta curta: depende muito do nível competitivo, do título jogado e do país onde o atleta atua.
No Brasil, jogadores de base em ligas regionais recebem entre R$ 2.500 e R$ 10.000 por mês. Profissionais estabelecidos em franquias como o CBLOL ou o VCT Americas chegam à faixa de R$ 30.000 a R$ 87.000 mensais. No topo, estrelas internacionais acumulam ganhos na casa de milhões de dólares por ano. Ao longo deste artigo, você vai entender como essa pirâmide funciona, o que ela exige e quais caminhos existem para quem leva o eSports a sério.
Como funciona a hierarquia de salários no eSports?

O eSports funciona como qualquer esporte de alto rendimento: a base é enorme, o topo é estreito e os ganhos crescem de forma exponencial conforme se sobe de nível.
A divisão básica segue quatro faixas:
- Amador e Tier 3: jogadores sem contrato formal ou com vínculos informais. Remuneração baixa ou inexistente.
- Semi-profissional (Tier 2): equipes com estrutura parcial, como o Circuito Desafiante de LoL. Salários entre R$ 2.500 e R$ 10.000 por mês.
- Profissional (Tier 1): ligas franqueadas e circuitos reconhecidos globalmente. Faixa de R$ 10.000 a R$ 50.000 mensais.
- Elite e estrelas: jogadores de referência em organizações internacionais. Acima de R$ 50.000 por mês, podendo ultrapassar R$ 240.000.
A carreira média de um jogador profissional dura apenas 3,4 anos. A maioria atinge o pico competitivo entre os 16 e 22 anos. Isso significa que o tempo para se posicionar é curto e a preparação precisa começar cedo.
Quanto ganham os jogadores por modalidade?
Counter-Strike 2 (CS2)
O CS2 paga os maiores salários do setor. Organizações como FURIA, Team Vitality e Team Falcons investem entre US$ 100.000 e US$ 260.000 por mês em seus elencos completos.
Jogadores brasileiros de destaque na FURIA recebem estimados US$ 20.000 a US$ 30.000 mensais. FalleN acumulou mais de US$ 1,25 milhão em premiações ao longo da carreira. TACO revelou publicamente que seu maior salário chegou a US$ 40.000 por mês em uma organização nacional.
Valorant
No VCT Americas, o piso salarial mínimo estabelecido pela Riot Games é de US$ 50.000 anuais. Na prática, jogadores titulares de equipes como LOUD e FURIA recebem muito acima disso.
Casos públicos revelam salários entre US$ 15.000 e US$ 50.000 mensais para atletas de referência. TenZ, um dos maiores nomes globais do Valorant, tem patrimônio estimado em US$ 2 milhões construído sobre salário e patrocínios.
League of Legends
A LTA Sul (ex-CBLOL) estabeleceu piso de R$ 2.500 mensais, mas a média das franquias supera R$ 10.000. Ceos, da KaBuM!, teve salário de R$ 65.000 mensais exposto em processo trabalhista, um dos maiores confirmados da história da liga brasileira.
Na Europa, a LEC paga média de €240.000 anuais. Na Coreia do Sul, Faker, o maior jogador da história do LoL, recebe estimados US$ 6 a 8 milhões por ano, além de deter participação acionária no T1.
Free Fire, Rainbow Six e EA FC
O Free Fire é o principal título mobile com presença competitiva relevante. Jogadores da LBFF ganham entre R$ 2.500 e R$ 10.000 mensais, com estrelas acima disso. Nobru constrói renda que ultrapassa R$ 1,5 milhão por mês, somando competição, streaming e conteúdo.
No Rainbow Six Siege, o Brasil lidera o mundo com mais de US$ 9,7 milhões em premiações acumuladas. Jogadores profissionais recebem entre R$ 7.000 e R$ 14.000 mensais como base.
No EA Sports FC (FIFA), o campeonato mundial distribui US$ 1 milhão em prêmios. PHzin, maior nome brasileiro da modalidade, acumula US$ 610.000 em premiações.
O salário é a única fonte de renda de um jogador de eSports?
Não. Para os que chegam ao nível profissional, o salário-base é apenas um dos pilares. Os outros incluem:
- Premiações de torneios, que podem dobrar ou triplicar a renda anual
- Contratos de streaming em plataformas como Twitch e YouTube
- Patrocínios pessoais com marcas de periféricos, energéticos e vestuário
- Participação em receitas de conteúdo produzido pelas organizações
Um jogador de Tier 1 que combina salário, streaming e patrocínios pode multiplicar a renda base por três ou quatro vezes. Por isso, construir marca pessoal desde o início da carreira é tão importante quanto treinar.
O mercado de jogos eletrônicos no Canadá é um bom exemplo do que acontece quando um ecossistema maduro oferece oportunidades além da competição: desenvolvedores, publishers e organizações de eSports contratam profissionais em análise de dados, marketing, produção de conteúdo e gestão de eventos.
Quanto tempo leva para se tornar profissional de eSports?
A jornada costuma seguir um padrão:
- Especialização em um único título durante a adolescência
- Escalada nos rankings de matchmaking competitivo
- Participação em torneios amadores e liga aberta
- Academias de organizações (LOUD Academy, FURIA Academy, etc.)
- Contratação por equipe de Tier 2 ou Tier 3
- Progressão para Tier 1 ao longo de 2 a 4 anos
O treino diário de um profissional varia entre 8 e 14 horas, incluindo prática individual, scrim de equipe, revisão de partidas e análise tática. Disciplina, mentalidade competitiva e capacidade de receber feedback são tão determinantes quanto habilidade técnica.
A grande maioria dos jogadores começa essa jornada entre 14 e 17 anos. Por isso, jovens que querem essa carreira precisam de um ambiente que combine desenvolvimento competitivo com formação acadêmica sólida.
Existe uma formação estruturada para jogadores de eSports?
Sim. E esse é um dos pontos que separa quem chega longe de quem abandona a carreira cedo.
Programas escolares específicos de eSports estão surgindo em vários países, especialmente no Canadá. A Fort Erie International Academy (FEIA), em Ontario, é um dos exemplos mais estruturados disponíveis: o programa de eSports combina treino competitivo diário, formação acadêmica pelo currículo de Ontario, saúde e bem-estar físico e um módulo completo de carreira na indústria digital.
Os quatro pilares do programa FEIA são:
- Equipes competitivas: treino diário em instalação dedicada com equipamentos de alto nível, coaching profissional e participação em ligas nacionais e internacionais, incluindo eventos presenciais (LAN events)
- Integração acadêmica: currículo escolar de Ontario com mínimos de desempenho para competição, desenvolvimento de habilidades de comunicação, liderança e trabalho em equipe
- Saúde e bem-estar: programa físico obrigatório, educação em nutrição, postura, sono e períodos regulares sem tela
- Caminhos para a indústria: formação em marketing digital, construção de marca, produção de conteúdo, transmissão ao vivo, desenvolvimento web e gestão de patrocínios
O programa prepara estudantes tanto para seguir em equipes universitárias de eSports com bolsas quanto para atuar em áreas como design de jogos, produção e mídia digital. Não é necessário ter experiência competitiva prévia: comprometimento e disposição para aprender são os requisitos mais importantes.
Para entender melhor o que é um boarding school no Canadá combinando estudos e esportes de elite, vale explorar como esse modelo escolar funciona e por que jovens de todo o mundo buscam o Canadá para dar esse passo.
Por que o Canadá é um destino estratégico para quem quer carreira em eSports?

O Canadá abriga um dos maiores ecossistemas de games do mundo. Cidades como Toronto, Montreal e Vancouver concentram estúdios de desenvolvimento, organizações de eSports e universidades com programas específicos na área.
Mais de 240 universidades nos Estados Unidos e Canadá oferecem bolsas de eSports, com mais de US$ 46 milhões distribuídos no ciclo 2023-2024. Ter passado por um programa escolar reconhecido, com histórico competitivo documentado e currículo de Ontario, abre portas diretas para essas oportunidades.
Além disso, o intercâmbio no Canadá oferece um ambiente multicultural, seguro e com alta qualidade de vida, fatores que influenciam diretamente no desempenho de jovens atletas que precisam equilibrar treino, estudos e adaptação a um novo país.
Quem já pensa além da carreira competitiva pode considerar caminhos como o College Co-op no Canadá, que combina formação técnica com estágio remunerado em empresas da indústria digital e de entretenimento.
O que fazer se a carreira como jogador não der certo?
Essa é uma pergunta legítima e inteligente. O eSports é uma pirâmide muito estreita no topo. A maioria dos jogadores que se dedicam ao nível semi-profissional não chegam ao Tier 1. Mas o ecossistema ao redor oferece carreiras robustas e bem remuneradas.
As funções mais valorizadas incluem:
- Analista de desempenho (performance analyst)
- Treinador e coordenador técnico
- Produtor de conteúdo e streamer
- Narrador e comentarista de transmissões
- Gerente de operações de equipe
- Desenvolvedor de jogos e programador
- Designer de UX/UI para plataformas digitais
- Profissional de marketing e patrocínios
Quem passa por um programa como o da FEIA sai com habilidades em produção de conteúdo, marketing digital e transmissão ao vivo, independentemente do desempenho competitivo. É o que diferencia uma formação séria de uma experiência de treino sem base.
Para estudantes que ainda estão avaliando se o eSports é o melhor caminho ou se outras modalidades de intercâmbio para adolescentes fazem mais sentido, essa análise deve considerar perfil, objetivos acadêmicos e plano de carreira de longo prazo.
Quanto vale o mercado global de eSports?
O mercado global de eSports movimenta entre US$ 1,8 e US$ 2,5 bilhões anuais e deve crescer a uma taxa de 20 a 23% ao ano até 2030, podendo triplicar de tamanho. A audiência global ultrapassou 640 milhões de espectadores em 2025.
O Brasil ocupa posição de destaque nesse cenário: é o terceiro maior mercado por audiência no mundo e responde por cerca de 40% de toda a atividade de eSports na América Latina. O país tem mais de 103 milhões de jogadores e organizações como LOUD e FURIA competem financeiramente com equipes de qualquer lugar do mundo.
Em 2025, os Jogos Olímpicos de eSports acontecem pela primeira vez, na Arábia Saudita. A Esports World Cup distribuiu US$ 70 milhões em premiações, recorde absoluto. Esses são sinais claros de que o setor passa de nicho para mainstream global.
FAQ: perguntas frequentes sobre salário no eSports
- Quanto ganha um jogador de eSports iniciante? No Brasil, jogadores de Tier 3 ou sem contrato formal geralmente recebem entre R$ 800 e R$ 2.500 por mês, quando recebem algo. Ligas amadoras raramente oferecem remuneração estruturada.
- Qual modalidade de eSports paga mais? CS2 e Valorant lideram os salários no cenário global. No Brasil, CS2 tem os maiores contratos documentados. League of Legends tem os salários mais altos no topo absoluto mundial, puxados por ligas como LCK e LCS.
- Com que idade se começa a carreira profissional de eSports? A maioria dos jogadores profissionais inicia a jornada competitiva entre 14 e 17 anos. O pico de performance costuma ocorrer entre 18 e 23 anos.
- É possível ter bolsa de eSports em universidades? Sim. Mais de 240 universidades na América do Norte oferecem bolsas específicas para eSports. Programas escolares com histórico competitivo documentado aumentam significativamente as chances de acesso.
- Quanto tempo dura a carreira de um jogador de eSports? A média é de 3,4 anos no nível profissional, com aposentadoria comum entre 22 e 26 anos. Por isso, preparação para carreiras adjacentes é parte fundamental de qualquer formação séria no setor.
Be Easy
A Be Easy tem 17 anos de experiência conectando estudantes a programas educacionais em todo o mundo, incluindo o programa de eSports da Fort Erie International Academy no Canadá, um dos únicos caminhos escolares com acesso direto a equipes universitárias e bolsas na indústria de jogos. Se você quer entender como esse programa funciona e se ele faz sentido para o seu perfil ou do seu filho, entre em contato conosco e vamos conversar.

